Inicialmente os casos da Covid-19 em Africa tinham números bastante moderados comparativamente aos outros continentes, mas desde o mês de dezembro do ano anterior até o momento o cenário tem sido completamente diferente. A OMS, “informou que os casos de Covid-19 na África ultrapassaram os 3 milhões e os números diários são superiores aos do pico da primeira onda”

Segundo a ONU, as novas variantes tem colocando em riscos os esforços do continente em relação ao controle da pandemia e que as medidas de saúde pública são cada vez mais críticas para evitar um aumento descontrolado de infecções que podem levar os hospitais ao colapso.

Entre 28 de dezembro do ano passado e 10 de janeiro, foi registrada uma média de cerca de 25 mil casos diária, um valor 39% superior ao do pico de julho.

Para a ONU, as estimativas sobre os números de novas infecções não são positivas, e este facto deve-se aos supostos retornos de viagens e reuniões realizadas no final do ano e no ano novo, em dezembro.

Desde o inicio das infecções, a África do Sul tem sido o país mais afectado pela vírus em Africa, e para pior a situação, surgiu naquele país uma nova variante do vírus, chamada 501Y.V2, que  está circulando e responsável pela maioria das novas infecções durante a segunda onda. A variante também foi encontrada no Botswana, Gâmbia e Zâmbia.

Em comunicado, a diretora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, disse que “mesmo que a nova variante não seja mais potente, um vírus que se espalha mais facilmente coloca ainda mais pressão em hospitais e profissionais de saúde que, em muitos casos, já estão sobrecarregados”.

 

 

 

 

 

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