Segundo a notícia avançada pela agência lusa O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português estará entre terça e quinta-feira em Moçambique, chefiando uma missão da União Europeia, após o pedido de cooperação de Maputo face à violência armada em Cabo Delgado, confirmou o Governo.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros adiantou que Augusto Santos Silva se desloca a Maputo de 19 a 21 de janeiro, “em representação do alto representante [da União Europeia para a Política Externa] /vice-presidente da Comissão Europeia, Josep Borrell, para contactos políticos de alto nível com as autoridades moçambicanas”.

“Esta deslocação surge na sequência do pedido de reforço da cooperação que Moçambique dirigiu à União Europeia, em setembro passado, relativo à situação de segurança na província de Cabo Delgado”, referiu a mesma nota do Palácio das Necessidades.

O porta-voz garantiu ainda que “a UE está absolutamente unida no seu desejo de ajudar Moçambique e os moçambicanos a enfrentar os violentos ataques extremistas em curso em Cabo Delgado” e esta cooperação entre Moçambique e a União Europeia terá maior enfoque na área de treino, treino e equipamento militar, a ajuda humanitária às populações deslocadas e, eventualmente, missões de vigilância costeira como eventuais áreas da cooperação europeia.

“Estamos prontos a apoiar o Governo de Moçambique e iremos discutir as opções concretas nos próximos diálogos políticos e políticos, bem como em reuniões técnicas. Estamos naturalmente prontos a trabalhar de perto com os nossos parceiros africanos, e em particular com a SADC [Comunidade de Desenvolvimento da África Austral], a fim de assegurar uma abordagem coerente e coordenada”, acrescentou a mesma fonte.

De acordo com o porta-voz, o Governo de Moçambique e a UE “abriram um diálogo político, com enfoque nas questões humanitárias, de direitos humanos, de desenvolvimento e de segurança em Cabo Delgado”.

“O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, manifestou a sua disponibilidade para viajar a Moçambique em nome do alto representante, Josep Borrell, com o objetivo de transmitir às autoridades moçambicanas a disponibilidade da União Europeia para levar por diante um trabalho preparatório detalhado sobre medidas humanitárias, de segurança e de desenvolvimento que possam ser apoiadas”, referiu ainda.

A violência armada em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

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